terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fora de  rota

Não escrevo mais pra face nenhum 
Sou do blog e do jornal
Não divulgo mais nada 
A não ser shows 
Fiquei restrito ao meu 
Pseudo trabalho que não trabalho
Que fui expulso outra vez sem dar a mínima ao rei

Ando exausto de gente igual a todos
Das procissões, sou um isento
Dos padres e dos milagres
Quer saber meu nome 
Não tenho, busco ser um indigente
 sou o pardal, o sei lá o que,
Que vem todo dia  no cafofo
Buscar o alimento das aves 
Espero morte tranquila...leve 

Sou suave e veloz 
Sou algoz 
Busco meu pai nas palavras
Sou do velho, do verso
Não pulo de galho em galho 
Não espero encontrá-lo
Sei o que não sei .

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