Fora de rota
Não escrevo mais pra face nenhum
Sou do blog e do jornal
Não divulgo mais nada
A não ser shows
Fiquei restrito ao meu
Pseudo trabalho que não trabalho
Que fui expulso outra vez sem dar a mínima ao rei
Ando exausto de gente igual a todos
Das procissões, sou um isento
Dos padres e dos milagres
Quer saber meu nome
Não tenho, busco ser um indigente
sou o pardal, o sei lá o que,
Que vem todo dia no cafofo
Buscar o alimento das aves
Espero morte tranquila...leve
Sou suave e veloz
Sou algoz
Busco meu pai nas palavras
Sou do velho, do verso
Não pulo de galho em galho
Não espero encontrá-lo
Sei o que não sei .
Nenhum comentário:
Postar um comentário