quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Posted: 20 Sep 2016 07:46 AM PDT
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Canção do Amor Imprevisto
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos…
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
Mario Quintana )
(Poema conferido por mim mesmo em Antologia Poética. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2007. p. 64)
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