sexta-feira, 8 de abril de 2016

Day by day
Dias iguais,
a mesma loucura,
os mesmos indícios,
tomara que os jovens não vejam assim,
eles estão no princípio,
ocupados com suas namoradas,
com suas línguas afiadas,
contando as piadas que já sei,
e as que deixei de ouvir.
Na faculdade,
ou em escolas caras,
de professores
com cara de professor
Sempre de óculos de grau
tal e qual todos os dias
Distribuindo equações
e suas lições
com todas as sabatinas
que decorei .
Day by day
Chatos,
Caricatos,
Disfarçados de vida,
Sem nenhum sintoma de novidade,
Grade,
Sempre essa verdade me prendendo,
E minha mana querendo me dar Sustagen
Será que ela pensa que estou magro ?
mana com doação de mãe.
Sou fat,
Estou bad,
Quede minhas coisas quero partir ?
Não venha comigo
Vou muito além dos passos
Fumando meu mato
Sem cair de quatro
outra vez em suas mãos.
Day by day
Que tantas vezes disfarcei,
Que tantas vezes rezei
pra que não acabasse assim.
Hoje perdi meu altar
e nem sei mais orar
como fazem os que tem medo
da sorte, do corte,
Bem pior do que eu.
Day by day
Do jogo de tranca substituindo
o tempo atirado pela janela.
e pouco importa se perder,
depois ou outra vez.
O rosto da mulher me olhando
Aquela velha esdrúxula
com verdadeiros mapas mundi
desenhado nas pernas
que tanto se abriram pra mim.
Porque ainda estás aqui ?
Por favor meu amor
Arranque esses dias de dentro de mim.   



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