sábado, 23 de janeiro de 2016

Milton e o caixão
A primeira vez que lembro da musica era pequitito foi na Stand Eletric de Milton um disco que tinha um sol vermelho com raios negros do Ed Lincoln. Lembro bem que ele também tinha um caminhão e dirigia com extrema habilidade e me ensinava o simples , em sua quase nenhuma cultura dizia : Luizinho, dirigir é espelho.
Sabia das coisas Milton, lógico ! mais tarde entendi que se vigiasse o que vem atrás na frente no que você está vendo não iria bater nunca. Era seu fã e com minha mania afoita de gostar sempre dizia : "o tio que gosto mais é Tio Milton". Arrumou um emprego na Brahma pra mim, e morei um tempo na sua casa quando estava noivo da mãe de minhas filhas (Lucia) e trabalhava em Madureira. Ele adorava um arranjo onde tivesse o som de saxofones, trompetes etc...parece que estou vendo tocando sua orquestra virtual o jovem que se mudou com tudo para o céu. O bom humor lhe conduzia, era pessoa humilde mas rara, que eu amava e sabia desse amor enveredou na família com ares de mandante mas... não mandava em nada, até seu salário da companhia quem mandava era minha Tia Ermelinda. Era um exemplo Miltão, daqueles impossíveis de serem seguidos de tanta bondade e amor gente que não existe mais nessa terra, com seus olhos verdes, e altura das grandes, me vem umas perguntas : quão grande deve ser o caixão de Milton ? que mil tons o levaram para onde ? se existir céu esse é poule de dez. Vai meu Milton ! demorô ! daqui a pouco a gente se esbarra ou não.

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