sábado, 30 de janeiro de 2016

De você

Não quero nada
Não posso nada 
sua boca de beijo
Seus peitos leiteiros
Sua voz macia 
e sua pele negra
que me inspira
pira, me faz do avesso

De você
queria ajudar
o que fosse capaz
Com o que vem da poesia
mas você é vivida
Tem idade jovem
Mas se acha mais malandra
que todo mundo
comigo errou feio, influências do dinheiro
de quem lhe compra com merreca


Pra você 
Queria mostrar 
que existe ainda
Gente que é boa 
E que por a vida ter lhe machucado
Caiu no pior erro de todos famoso
Papo de maconheiro
Achar que todos são iguais
No antigo jogo de víspora
Diriam que você, na boa,
tá papando mosca.
Conheço um montão iguais a você
Desiludidas, depressivas, achando pessoas
querem apenas lhe comer, além da pretensão
deve ser horrível viver assim
Cheio de pessoas
Que não reconhecem que a vida é legal
Porque tem gente dentro dela
Se o que você viveu
Não teve um sorriso doce
Mostre o seu e todos vão te pensar 
Uma pessoa da melhor qualidade
e pode ter certeza que
se não tivessem seres humanos
bons os maus não se criam 
Se dão bem por um tempo só






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