sábado, 26 de dezembro de 2015

Um conto de fim de Natal 


Uma paciência de fila de banco no início do mês,
Um amor de massagear meu braço doente feito a fisioterapeuta de mim.
 Voz afinada, comportada como gosto, levada quando quero,
Vetou minha descida ao Mocelin pra ver meus amigos
 e fez elevar meu sexo que descansava quase imóvel.
Eu que jurava não querer outra mulher, todas normais, todas sempre iguais e fatais
Tiraram a nostalgia do sexo, a beleza, a literatura do sexo,                Qualquer pivete cavalga ou desmaia um corpo de modo correto.
Mas ela acho...nem queria sexo, 
Não queria grana, só queria que eu fizesse uma poesia pra ela
Foi a primeira e única vez que troquei sexo por uma simples
e escambada palavra do meu tão desacreditado e desconfiado amor,
 ainda beijou minha boca suja de sexo, ao beijar minha boca
vi que não se tratava de uma profissional
Putas não gostam de beijar bocas, me dizia uma delas...
Vai entender !
 Ela apenas trocava seu corpo bom por uma simples poesia
daquelas que faço todos os dias sem me trazer mal nenhum.
Pensei com todos os meus botões ; será que ainda existe
mulheres assim ? fiquei certo que sim ! me virou de lado
tirando meu corpo de cima de meu braço machucado e se foi
junto com a lua da noite. e ainda da porta me mandou um beijinho
Não sei porque me indaguei : será que foi pra mim ?

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