quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Diálogo do futuro, ou no ano de 2030 pra não lembrar o filme do Charlton Heston


Visitante : poeta, você falou de amor a vida toda e nega dizendo que o que a gente sente é nosso ?

Eu: amor ? 

Visitante : é amor.

Eu : que amor ? sinceramente não lembro !

Visitante : vou repetir, você cantou, sofreu, danou-se todo por falar de amor, senti-lo e agora nega que o que a gente sente não está no próximo e sim dentro de você, o óbvio ululante do Nelson.

Eu : Que Nelson ? amor ? continuo a não entender do que você está falando.

Se zangou comigo e se foi ou morreu de pena !

Arranquei meu papel debaixo do lençol e escrevi pra ela : ainda te amo !

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