terça-feira, 27 de outubro de 2015

Adoro 

Mulheres que são vítimas da sociedade
Que precisam de mim
Porque sabem que preciso delas
Minha família não é tradicional
É escória de Portugal
Veio talvez num navio negreiro
Veio em outubro, só chegou em janeiro
E me trouxe, um negro remador
Um português manco.
Tenho vícios incuráveis
Um deles é te amar,

Desde sempre alone
Mesmo que acabe a carga de seu telefone.

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