Disfarçando
Escrever é um modo de apenas dizer,
e também é um jeito de minar a dor lentamente, ficar doente,
Nesse febrão que um dia qualquer passa ou arrasa de vez.
É determinar a paixão, dar nome aos bois,
remar contra a maré, ser "o dois" sempre, até que a morte nos separe.
Nadar, nadar no limo sem sair do lugar
É como estivesse voltando sem vestir a carapuça
que você arrancou na marra. mas onde garra preciso
Pra cair neste precipício.
Escrever é sem medo, brinquedo sem alegria
Sem medo dos perversos versos criados por mim
Numa manhã assim. Assado, molhado, ensopado.
De mentira que faço com que virem verdades
Escrever é um jeito de amar sozinho
De não jogar miolo no caminho, espantar os pássaros,
Só que desta vez acompanhado... mas sempre sozinho.
Porque ? não sei. Um repertório que está decorado
Marcado o território, feito cão, feito mijada
Sem cheiro ou sabor
................................................................
De volta....areia sem mar, sorriso amarelo e sem graça
Passa o amor, porque tudo passa, nesse emaranhado de gente
Todos amantes e geralmente displicentes aos fatos
Que adoram boatos e ratos,
É preciso saber se eu te amo ou se apenas falo !
Faço tudo pra não me apaixonar, rodo a baiana
Dou de sacana, mexo os pauzinhos, cometo o crime
Acabo voltando ao mesmo filme.
Filme esse que estou cansado de saber o final
Que dá sempre o mesmo sinal de morte a vista.
Não quero que elas amem só escrevam.
Tenho um ciúme diferente
Não tem nada que você sente.
diferente, inteligente e indigente
Bobo da corte sem o corte oriundo
Profundo, nas costas da traição
Que me deixa sem ação.
Tenho somente medo das cópias
das Xerox dos amores programados
Malandro sem navalha mas que espalha
O cio de não conhecer a paixão
Das roupas atiradas ao chão
Como eu e você estamos nesse quarto
Sem canto de se esconder
Coisa que canso de arrancar de mim o fim.
Sempre vestir sua roupa barata
E nunca dizer :" Você
Atrapalha o meu estimado
E infiel amor." que pavor !
Por isso meu poema é assim
Ficou estampado em seu ouvido
Como tudo que fica
Porque como diria o poeta mentindo mais uma vez :
"De tudo fica um pouco"
Mentira que como no almoço e na janta
Como se eu jantasse !
Escrever é um modo de apenas dizer,
e também é um jeito de minar a dor lentamente, ficar doente,
Nesse febrão que um dia qualquer passa ou arrasa de vez.
É determinar a paixão, dar nome aos bois,
remar contra a maré, ser "o dois" sempre, até que a morte nos separe.
Nadar, nadar no limo sem sair do lugar
É como estivesse voltando sem vestir a carapuça
que você arrancou na marra. mas onde garra preciso
Pra cair neste precipício.
Escrever é sem medo, brinquedo sem alegria
Sem medo dos perversos versos criados por mim
Numa manhã assim. Assado, molhado, ensopado.
De mentira que faço com que virem verdades
Escrever é um jeito de amar sozinho
De não jogar miolo no caminho, espantar os pássaros,
Só que desta vez acompanhado... mas sempre sozinho.
Porque ? não sei. Um repertório que está decorado
Marcado o território, feito cão, feito mijada
Sem cheiro ou sabor
................................................................
De volta....areia sem mar, sorriso amarelo e sem graça
Passa o amor, porque tudo passa, nesse emaranhado de gente
Todos amantes e geralmente displicentes aos fatos
Que adoram boatos e ratos,
É preciso saber se eu te amo ou se apenas falo !
Faço tudo pra não me apaixonar, rodo a baiana
Dou de sacana, mexo os pauzinhos, cometo o crime
Acabo voltando ao mesmo filme.
Filme esse que estou cansado de saber o final
Que dá sempre o mesmo sinal de morte a vista.
Não quero que elas amem só escrevam.
Tenho um ciúme diferente
Não tem nada que você sente.
diferente, inteligente e indigente
Bobo da corte sem o corte oriundo
Profundo, nas costas da traição
Que me deixa sem ação.
Tenho somente medo das cópias
das Xerox dos amores programados
Malandro sem navalha mas que espalha
O cio de não conhecer a paixão
Das roupas atiradas ao chão
Como eu e você estamos nesse quarto
Sem canto de se esconder
Coisa que canso de arrancar de mim o fim.
Sempre vestir sua roupa barata
E nunca dizer :" Você
Atrapalha o meu estimado
E infiel amor." que pavor !
Por isso meu poema é assim
Ficou estampado em seu ouvido
Como tudo que fica
Porque como diria o poeta mentindo mais uma vez :
"De tudo fica um pouco"
Mentira que como no almoço e na janta
Como se eu jantasse !
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