sexta-feira, 26 de junho de 2015

Não adianta sou da antiga

Sou do cálice de vinho 
Da lua prateada
Do sonho enroscado
Dos postes de meia luz 
De Moonlight Seranade
Das frutas colhidas e roubadas nos pés
Sou do amor ainda 
Sou de ficar apaixonado
Do fogo cruzado
Do tiro mal dado 
Da noite em tiras 
Da mira em Cinthia 
Do sofá fora de alcance
Do tesão enrustido
Da mão embaixo do vestido
Dos olhos cegos que enxergam quase tudo
Sou do lodo, do ludo, da dama 
Sou do tempo da cama também
Mas dormindo de conchinha 
Fazendo vistas grossas 
das pernas, se chocando
mas só quando estou amando.

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