Não adianta sou da antiga
Sou do cálice de vinho
Da lua prateada
Do sonho enroscado
Dos postes de meia luz
De Moonlight Seranade
Das frutas colhidas e roubadas nos pés
Sou do amor ainda
Sou de ficar apaixonado
Do fogo cruzado
Do tiro mal dado
Da noite em tiras
Da mira em Cinthia
Do sofá fora de alcance
Do tesão enrustido
Da mão embaixo do vestido
Dos olhos cegos que enxergam quase tudo
Sou do lodo, do ludo, da dama
Sou do tempo da cama também
Mas dormindo de conchinha
Fazendo vistas grossas
das pernas, se chocando
mas só quando estou amando.
Nenhum comentário:
Postar um comentário