domingo, 28 de junho de 2015



Minha filha
Há 38 anos nascia minha filha, Luciana Medeiros
linda, linda, linda, feito sua mãe !
Ou alguém tem dúvida ?
Corujice de pai babaca ?
Sei que não é, de beleza eu entendo.
Ninguém entende mais de beleza que um feio.

Penso comigo, 38 anos !
 Passaram, se foram, como um barco, como uma carta,
Como alguma coisa que dá a nítida sensação
De partida sem volta.
Sempre falo com as duas
Sobre a velocidade do tempo
Que é a única coisa que me aborrece,


Aproveitando o verso já escrito,
Diferente de mim em tudo,
Mas sabe mais do que eu,
Um lobo solitário sexagenário,

Que olha a vida de cabeça pra baixo.
Acho que já falei sobre isso
" Que olho a vida de cabeça pra baixo"
Chega um ponto que as palavras acabam
Normal no caso de pais


Sempre penso assim, não me perguntem porque.
Ela está aí,
Aos trinta e oito sempre ao lado do amor
Aos trinta e oito sempre inventando o amor
Ela sempre foi assim ou...
Ainda tem tempo pra isto
.
Filha o tempo não perdoa, passa...
Guarda em seu coração de letras
De tantas letras: " o tempo voa. "
Luciana que é tão somente minha,
E dane-se quem pensar diferente até ela,

Faz sem querer, eu pagar os pecados que cometi,
 Pagar os pedágios que eu mereci pagar
Mas que eu amo com amor de pai
Amor que ela não sabe, nem pode saber
Mas que me faz bem danado,


Parabéns meu amor filha ! 

Seu velho e cansado pai !



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