sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fernando Brant


Pra que saber tudo de uma pessoa se vou acabar vendo coisas que não gosto ? prefiro não ver, ser amigo de longe, pra que morra mel.
E lá se vão as pessoas pro absurdo de Deus, correrem da vida como se fosse uma grande maratona, gesto nobre ? de morte ? que nem o mais beato explica, fingem, eu sei que encontram explicações, porque sempre encontram.
Hoje se foi uma das pessoas que vi quase nada mas que vi quase tudo ,duas vezes e que me pareceu uma visita de muitas horas em qualquer lugar do mundo, com mineirice dos mineiros cabe mesmo uma lenda nesses dois encontros.
 


Estava eu e meu irmão no Porcão do aterro ( almoço da EMI) quando dentro de seu coração totalmente azul, com uma simplicidade quase sã falou perto de mim pra nós : Porra Dalto tem 10 anos que te peço uma canção e você não me dá pra eu colocar uma letra. É verdade por incrível que pareça, sabendo quem era me encolhi todo, achei ótimo, mas o Fernando era poeta também , um escritor dos melhores e era normal o que pedia debaixo de tanta humildade mas só que verdadeira . Na velocidade do tempo chegou o outro almoço um ano depois. E já estávamos saindo de casa falei com meu HD limpinho, ele era assim : Dalto pega uma música pro Fernando Brant colocar a letra já que o mano tem um monte guardando pro infinito, ele foi lá e pegou e eu lembrava, só relembrava porque ele sabia "ele é letrista de "Travessia" sabia ? Dalto pegou e entregou a canção que ele levou e devolveu no almoço seguinte, resumindo essa historinha levou 3 anos. Bom quando ouvi a letra na música, chorei !!! cadê a música ? tá guardada, melhor que esteja... hoje me senti feliz de ter me metido onde não fui chamado.

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