Complexo
Até volto mas não moro
Quero ser um defunto descoberto,
Aquele que se acha no futuro
Próximo ao muro, duro que nem pedra
Sem furo, sem medo
De morrer só.
Porque sou da lua,
De veneta, estrela cadente, que nem sabe
Pra onde vai ou pra onde vou
Vou continuar sendo bezerro de mãe,
Minha grande e inquestionável mulher
Prefiro seu colo que papai deixou pra lá,
Um Édipo sem crédito, molhado por cartões
e cheques todos de moleques e pré datados.
Que um dia hei de tapar.
Um Lázaro sem lenda que aprendi que não ressuscitou.
Fico muito feliz quando prefiro me cegar e me perdoar,
sou um homem que vive tentando e tentando não ser mal
por isso me perdoo de todas as diferentes formas.
Já que não sou perdoado nem por vocês,
por suas bocas sem mora nenhuma
me perdoo sempre.
Pronto, agora está tudo bem comigo,e como você está ?
Eu devidamente absolvido por mim mesmo.
Em minhas orações sem deus.
No coro em que eu mesmo canto meu nome
E meu corpo lobo faz,
Mesmo sem te querer mais
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