Crônica de um solteiro ( ou muitas formas de amar)
Tantas lembranças tenho de Lucia, corpo lindo daqueles que só mesmo um
escultor poderia ter talhado, linda de beleza diferenciada, excelente na
cozinha ! de sua comida maravilhosa sou e era fã nº 1 , perfeita em
seus versos escrevia com um talento que pouco se vê , de comportamento
ideal pra qualquer machista mané como eu era, me batia ciúme até do vento, noites de amor, e do amor vinham que pareciam não ter fim.
Fiz de tudo pra me manter dentro das normas do casamento, chegava cedo,
dormia cedo, acordava cedo pra trabalhar, e cedo tive minhas duas
filhas lindas de se olhar.
Luciana e Luana foram o lucro, e que
lucro ! dessa história amorosa, mas cedo também fui adquirindo os
hábitos daqueles que detonam qualquer união comportada assim como o
escorpião da história: era minha natureza ! Não houve jeito depois de
dez anos me separei, e como diz Chico : "chorei até ficar com dó de mim "
arrependido das merdas que fiz, mas tempo passou rápido demais e
levou pra longe meu amor.
Foi quando conheci Flavia, ali eu tinha
certeza que encontrara minha forma de viver: parecia feita de
encomenda pra mim, viçosa, fagueira, exibindo sensualidade de poucas
mulheres, o tesão estava no ar, paixão perigosa uma característica
minha, feita a base de música e beijo bom, sonhos e salmos,feito
um bobo morria de ciúmes também, mas qualquer um que tivesse um momento
que fosse com Flavinha teria ciúme. Me mudei de mala e cuia pra sua
casa e foram 8 anos lavados de muita cerveja e porres homéricos até
que em uma briga, que estavam já se transformando em muitas, fui pra
Europa! ia ficar pra copa do mundo e fiquei um mês e meio, posso
garantir que ela não perdeu nada mas eu perdi uma mulher e tanto, hoje é
minha irmã de fé, adoro Flavinha e tenho certeza absoluta que ela
também me adora. Me separei again e fui morar sozinho em Itaipu e tudo
se transformou rapidamente em em sexo, drogas e rock and roll, todos os
dias eu inventava uma paixão, músicas, letras,crônicas e poesias em
profusão escaparam de meu vadio coração , me apaixonei errado, certo, e
de outras formas.
Foi
quando surgiu em minha vida uma amizade, dessas que rolam aí pelo
facebook que me traumatiza , eu era crente mesmo que uma "amizade"
jamais daria no que deu : 14 anos de pegação absoluta, paixão, amor,
ameaças, sexo a balde, marido zangado, desesperado atrás de mim como
seu eu fosse uma caça boa, mas dela não vou dizer nada,está livre depois
de tanto tempo, desamei dentro de meu prazo de validade e embora não
ocupe nenhum espaço de mim vez por outra sinto muita saudade afinal de
contas 14 anos pra mim é muito tempo e quando os sintomas da velhice
bateram a minha porta percebi que estar só não faz mal a ninguém.
Mas nessa crônica faltou uma pessoa que passeou por meu coração muito
tempo e que com certeza foi quem mais amei, foi agua de beber, bate e
rebate de argumentos, adorava o que eu escrevia, sonho bom, a mulher
mais bonita que já vi ao longo de 62 anos de vida, não comparando com
Ana Paula Arósio que pra mim é o máximo da beleza feminina, mas que o
primeiro nome é igual, ali derramei todas as formas de amar, passou por
todos esses amores que tive, nunca toquei tanto violão, nunca viajei em
tantas canções, nunca o amor me visitou com tanta frequência, limpa ,
sem cheiro, culta, depois se transformou, mudou comportamento," free as a
bird" , que pena ! desamei também, e nunca mais vi... pena mesmo é que
no meio dessa confusão me apaixonei tanto que descobri em você hoje uma
nova forma de amar! (LOM)
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