segunda-feira, 3 de junho de 2013

Crônica de um solteiro ( ou muitas formas de amar)

Tantas lembranças tenho de Lucia, corpo lindo daqueles que só mesmo um escultor poderia ter talhado, linda de beleza diferenciada, excelente na cozinha ! de sua comida maravilhosa sou e era fã nº 1 , perfeita em seus versos escrevia com um talento que pouco se vê , de comportamento ideal pra qualquer machista mané como eu era, me batia ciúme até do vento, noites de amor, e do amor vinham que pareciam não ter fim.
Fiz de tudo pra me manter dentro das normas do casamento, chegava cedo, dormia cedo, acordava cedo pra trabalhar, e cedo tive minhas duas filhas lindas de se olhar.
Luciana e Luana foram o lucro, e que lucro ! dessa história amorosa, mas cedo também fui adquirindo os hábitos daqueles que detonam qualquer união comportada assim como o escorpião da história: era minha natureza ! Não houve jeito depois de dez anos me separei, e como diz Chico : "chorei até ficar com dó de mim " arrependido das merdas que fiz, mas tempo passou rápido demais e levou pra longe meu amor.
Foi quando conheci Flavia, ali eu tinha certeza que encontrara minha forma de viver: parecia feita de encomenda pra mim, viçosa, fagueira, exibindo sensualidade de poucas mulheres, o tesão estava no ar, paixão perigosa uma característica minha, feita a base de música e beijo bom, sonhos e salmos,
feito um bobo morria de ciúmes também, mas qualquer um que tivesse um momento que fosse com Flavinha teria ciúme. Me mudei de mala e cuia pra sua casa e foram 8 anos lavados de muita cerveja e porres homéricos até que em uma briga, que estavam já se transformando em muitas, fui pra Europa! ia ficar pra copa do mundo e fiquei um mês e meio, posso garantir que ela não perdeu nada mas eu perdi uma mulher e tanto, hoje é minha irmã de fé, adoro Flavinha e tenho certeza absoluta que ela também me adora. Me separei again e fui morar sozinho em Itaipu e tudo se transformou rapidamente em em sexo, drogas e rock and roll, todos os dias eu inventava uma paixão, músicas, letras,crônicas e poesias em profusão escaparam de meu vadio coração , me apaixonei errado, certo, e de outras formas. 

Foi quando surgiu em minha vida uma amizade, dessas que rolam aí pelo facebook que me traumatiza , eu era crente mesmo que uma "amizade" jamais daria no que deu : 14 anos de pegação absoluta, paixão, amor, ameaças, sexo a balde, marido zangado, desesperado atrás de mim como seu eu fosse uma caça boa, mas dela não vou dizer nada,está livre depois de tanto tempo, desamei dentro de meu prazo de validade e embora não ocupe nenhum espaço de mim vez por outra sinto muita saudade afinal de contas 14 anos pra mim é muito tempo e quando os sintomas da velhice bateram a minha porta percebi que estar só não faz mal a ninguém.
Mas nessa crônica faltou uma pessoa que passeou por meu coração muito tempo e que com certeza foi quem mais amei, foi agua de beber, bate e rebate de argumentos, adorava o que eu escrevia, sonho bom, a mulher mais bonita que já vi ao longo de 62 anos de vida, não comparando com Ana Paula Arósio que pra mim é o máximo da beleza feminina, mas que o primeiro nome é igual, ali derramei todas as formas de amar,
passou por todos esses amores que tive, nunca toquei tanto violão, nunca viajei em tantas canções, nunca o amor me visitou com tanta frequência, limpa , sem cheiro, culta, depois se transformou, mudou comportamento," free as a bird" , que pena ! desamei também, e nunca mais vi... pena mesmo é que no meio dessa confusão me apaixonei tanto que descobri em você hoje uma nova forma de amar! (LOM)

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